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Oficina é condenada por serviço ineficaz em carro que ficou 2 meses no conserto em Natal

Painel de carro combustível direção velocidade Natal Rio grande do Norte RN ilustrativa Freepik Uma oficina de Natal, que não teve nome divulgado, foi conde...

Oficina é condenada por serviço ineficaz em carro que ficou 2 meses no conserto em Natal
Oficina é condenada por serviço ineficaz em carro que ficou 2 meses no conserto em Natal (Foto: Reprodução)

Painel de carro combustível direção velocidade Natal Rio grande do Norte RN ilustrativa Freepik Uma oficina de Natal, que não teve nome divulgado, foi condenada pela Justiça após fazer um serviço considerado ineficaz mesmo depois de realizar um conserto durante mais de dois meses em um veículo. Segundo a Justiça, durante o tempo do conserto a empresa não apresentou orçamento prévio detalhado, nem comprovou a discriminação dos serviços realizados e das peças utilizadas. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O detalhamento do orçamento é dever previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). A decisão da juíza Anna Christina Montenegro, do 8º Juizado Especial Cível da Comarca de Natal, comprovou que o cliente foi cobrado por valores e peças adicionais sem autorização prévia, o que configura prática abusiva. Agora no g1 Ele, que é motorista por aplicativo e ficou parado durante o serviço, desembolsou R$ 8 mil do próprio bolso em peças. Além disso, não houve sem transparência ou notas fiscais dos serviços, com o motorista comprando peças por conta própria. A oficina foi condenada a pagar ao motorista: R$ 8.069,00 por danos materiais; R$ 3 mil por danos morais; R$ 7 mil por lucros cessantes (dinheiro que uma pessoa ou empresa deixa de receber por culpa de um dano ou prejuízo causado por terceiros). Código do Consumidor exige orçamento A magistrada responsável pelo caso pontuou que o fornecimento de um orçamento genérico é deficitário ao cumprimento do dever de informação clara imposta pelo CDC. “A demora excessiva na conclusão do serviço, com retenção do veículo por mais de dois meses, aliada à ausência de transparência e ao descumprimento reiterado de prazos prometidos, evidencia falha na prestação do serviço", escreveu na decisão. "Soma-se a isso o fato de que, mesmo após a entrega do veículo, os problemas inicialmente relatados persistiram, demonstrando a ineficácia do serviço realizado”, completou. Oficina não emitiu ordens de serviço A juíza também detalhou na decisão que os elementos técnicos relacionados ao serviço prestado, como especificação das peças substituídas, ordens de serviço e detalhamento do reparo, são de responsabilidade da oficina. “A alegação da ré de que os defeitos seriam de natureza elétrica não merece prosperar, uma vez que cabia ao fornecedor, na qualidade de profissional especializado, identificar corretamente a origem do problema ou, ao menos, informar de forma clara as limitações do serviço contratado, o que não ocorreu”, salientou a julgadora. A demora na entrega e no reparo do veículo é, segundo a juíza, um fato incontroverso nos autos, o que acabou configurando uma conduta omissiva e negligente por parte da oficina. Cliente é motorista por app e desembolsou R$ 8 mil Na ação, o motorista, que é motorista por aplicativo, comprovou ter desembolsado o valor de R$ 8.069,00, entre pagamentos realizados à oficina e aquisição de peças. Por exercer a atividade de motorista de aplicativo, o condutor depende diretamente do veículo para conseguir a renda. “A retenção indevida do automóvel por período prolongado inviabilizou o exercício de sua atividade profissional, sendo razoável reconhecer a perda de ganhos nesse intervalo”, pontuou.